
De pesado, acusaram meu estilo
Julgam-me escritor denso, fechado
Quero provar que não
Também sei ser leve
E este poema é uma prova disso
Para ser leve
É preciso esquecer a confusão interna
Meu Deus, mas como é difícil.
Há uma revolução em mim
Que precisa fazer história
Eu tenho o caos dentro de mim
Quero sangue para escrever
Preciso que as ideias batalhem
E destruam umas as outras
Desejo a morte para obter a vida
Quero a transformação e a mudança
Preciso morrer e renascer
Estou cansando de mim
Quero a briga e o embate
Das minhas ideias perigosas
Eu quero mudar
Mudar de ideia e de vida
Mas não! Preciso deixar isso de lado
Não posso esquecer
Que este é um poema leve
Ah! A insustentável leveza do ser
Eu quero ser leve
Mas carrego a grande miséria de ser humano
A leveza, infelizmente, não condiz
Com a humanidade
Eu desejo a leveza
Mas tenho o caos dentro de mim
Quando será que vou parir a luz
De uma estrela cintilante?
SEN-SA-CIO-NAL!
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